A personalidade dos irmãos varia conforme o nascimento também porque eles adotam diferentes estratégias pela aprovação dos pais. O filho do meio (o filho-sanduíche) tem que lutar sempre para que sobre um pouco da atenção dos pais, dividida entre o mais velho, o desbravador, e o mais novo, o queridinho. Essa luta por espaço o faz transitar entre ser o manhoso e o “tranqüilão”.
É costume dizer que o primeiro filho é o rascunho, devido à inexperiência dos pais que, aprendendo com os erros, fazem do indivíduo um laboratório. O caçula acaba tendo influência não apenas dos pais mas também dos irmãos, o que pode significar um excesso de censura e proteção ou insegurança por ser o menor e o que sempre apanha. Talvez daí venha a tendência do intermediário ser o menos problemático.
Em geral, o caçula recebe apoio dos pais e o mais velho, respeito. Quem acaba sobrando nessa é o filho do meio, descobrindo o caminho da porta de saída com maior facilidade e logo aprendendo a andar com suas próprias pernas. Isso se aprender a cuidar de si, tornando-se sua própria mãe e a resolver seus problemas, como pai de si mesmo. Se não, amargará o desleixo do abandonado assumido.
As relações entre irmãos, o primogênito, o caçula e o do meio, muito comuns no passado, praticamente inexistem nos dias de hoje. Psicólogos questionam se a atual opção por famílias reduzidas pode deixar suas marcas na formação dos filhos . Cientistas comprovam que na maioria dos casos quando se tem de 3 a mais filhos ; o filho do meio é entre aspas rejeitado MAS NÃO ESQUECIDO !
Nesse contexto nos deparamos frente a um fenômeno que acontece na China e tende a se espalhar por todo o planeta: a síndrome do filho único.
Trata-se de um ser diferenciado pela família por receber todo o amor, e expectativa, dos pais, avós e tios já que não raramente também é o único neto e sobrinho.
Este “príncipe da casa” tem sua majestade ignorada todo o momento que põe os seus pés para fora, ou seja, na escola, na rua ou até no playground do prédio. Já que a sociedade desconhece sua exclusividade.
Pobre dele. Vivendo entre dois mundos tão opostos e tão exigentes. E pobres de nós que, dentro de algumas décadas, seremos administrados por representantes únicos, criados para adorar os seus próprios umbigos.
DEDICADO Á : KAREM S2